Storytelling mais futurologia, desinformação com IA e IA na Arte – e206s01

Storytelling mais futurologia, desinformação com IA e IA na Arte – e206s01

Episódio 206
57:13

Neste episódio 206, temos um especial QSP Summit e exploramos o storytelling com futurologia, os desafios da desinformação amplificada pela IA e o impacto da IA na arte.

 Episódio de: 6 de Junho, 2024

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Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt 

 

MIGUEL

Este ano a preparar esta peça estava a olhar para a lista de oradores a tentar descobrir quem é que queria destacar…bem e confesso que está cada vez mais difícil.

Venho então falar sobre a palestra da Kindra Hall que fala num dos tópicos mais importantes para mim enquanto marketeer…storytelling.

Numa era em que cada vez temos mais ruído e menos atenção dos nossos potenciais clientes as histórias ganham mais relevo que nunca.

Mas saber contar boas histórias é uma tarefa que demora uma vida a aprender…ou pelo menos é o que eu sinto enquanto marketeer.

A Kindra vem falar no main stage sobre a psicologia por trás de boas histórias corporativa, o maior erro ao contarmos uma história e uma framework de 3 passos de um processo de story telling.

Vi alguns vídeos online da Kindra e um dos conceitos chave que não sei se ela vai falar no evento é o seguinte:

“A força da tua marca não é medida pela tua capacidade de dizeres o que fazes à tua network o que fazes…é medida pela capacidade que a tua network tem de dizer à sua network o que tu fazes.”

Mas isto do storytelling quanto mais o estudamos mais parece uma buzzword.

Todos nos dizem o que o story telling não é:

– Não é um slogan ou uma tagline…ninguém fica inspirado por isso!

– Não é a frase da missão da nossa empresa…

– Não é a história da fundação da empresa…

– Também não é aquela conversa vaga e frases feitas que dizemos: “Acreditamos em excelência e indo sempre mais longe pelos nossos clientes”

A Kindra Hall tem um livro chamado Stories that Stick e alguns cursos online.

Encomendei hoje o livro no kindle que fala sobre 4 tipos de histórias:

  •       The Value Story—convencer clients do valor que criamos
  •       The Founder Story—persuader investidores a investor em nós
  •       The Purpose Story—Alinhar e inspirar a nossa equipa
  •       The Customer Story—Permitir que os que utilizam o nosso produto ou serviço partilhem as histórias autenticas com outros.

Depois digo-vos o que achei do Livro e da apresentação da Kindra…

O outro orador que quero mesmo mesmo ouvir é o Rohit Bhargava que se auto intitula um curador de tendências.

Faz-me lembrar o david chen do ano passado (que foi espetacular), mas num formato mais corporativo.

Ele faz uma pergunta: “E se pudesses aprender a pensar como um futurista?”

Eu respondo: “Meu menino…precisas de muitos anos até conseguires ter um ranking de 99% de previsões realizadas como eu tenho”.

Mas aparentemente o Rohit tem uma framework com 4 elementos que nos ajuda a pensar de uma forma diferente e a identificar aquilo que os outros não estão a ver para sermos mais criativos e identificarmos o futuro.

Também vai falar sobre as 5 tendências que estão a moldar o mundo actual e vai dar-nos conselhos de como as podemos alavancar já!

Será que vai dizer que é a inteligência artificial, a Realidade Virtual e aumentada, as cryptomoedas…e o design responsivo para telemóvel?

Além de comer umas boas sandes de leitão são basicamente estes 2 oradores que quero ir ver ao QSP SUMMIT 2024.

Agora perguntas para o painel, para acrescentarem algum valor:

  •       Porque é tão difícil alguém nos explicar de uma vez por todas como é que criamos um bom storytelling para a nossa marca?
  •       Acreditam que é possível treinarmos para fazermos previsões do futuro? Quais os vossos truques?

 

 

DIOGO

 Então esta semana no especial QSP summit, pensei em trazer um pouco de IA, já que será uma das palestras no QSP da Cristina Stathopoulos que vai falar sobre o futuro alimentado pela IA. Mas vou adicionar uma componente que é a desinformação ou notícias falsas e a nossa confiança nas plataformas  e como isso pode influenciar as marcas.

 

Antes demais, quero dar um shoutout ao Luís Menezes que voltou a partilhar pepitas de ouro no nosso grupo de Whatsapp e partilhou 2 relatórios onde 1 foi relatório da Meta o “Meta Quarterly Adversarial Threat Report” que é o relatório da Meta sobre o trabalho feito para detetar, identificar e combater ameaças à segurança das suas plataformas. O outro documento foi uma CYBER THREAT ANALYSIS da Recorded Future em relação à rede de desinformação e influência russa com o nome copycop.

 

Então o relatório da da META fala de 5 ameaças às suas plataformas onde encontraram 6 novas operações de influência encoberta que vêm do Bangladesh, China, Croácia, Irão, Israel e Moldávia e que usam perfis de utilizadores para manipular o debate público. E como é que eles fazem isto perguntam vocês?

Bem a principal forma não é através de posts com desinformação… Na verdade o que eles fazem é usar inteligência artifical para comentar em posts de notícias de sites, conta e páginas reputadas de forma a levarem o debate para o tópico que querem abordar, promover subverter. 

E achei super interessante, não é que eles não se fiquem por criar posts que não têm exposição nenhuma, ou seja, nem os hacker já acreditam na exposição orgânica, então aproveitam o alcance do post para promoverem o debate que querem. 

Mais, estas redes não usam só perfis falsos, usam também, perfis verdadeiros que conseguiram acesso e as pessoas nem sabem que estão a comentar em qualquer post. Outro ponto no relatório que achei interessante foi a operação russa com o nome dopplegangger que é uma rede montada especificamente para enfraquecer o apoio internacional à Ucrânia. E por último, neste relatório o ponto que também vale a pena resaltar é que quando analisadas estas atividades de Comportamento Inautêntico Coordenado focado nas elições da União Europeia, a maior parte destes ataques, são internos ou seja, são de redes dentro do próprio país. 

E vocês agora pensam, ena tantos ataques mas na verdade ainda n acabei porque quero também falar do outro relatõrio partilhado no nosso grupo e este em específico sobre o grupo russo copycop, que sai das redes sociais e cria sites semelhantes à BBC ou sites de notícias populares noutros domínios e usam IA para as notícias.

E agora vocês pensam, ok eles usam IA para fazer notícias fictícias. E meus amigos, não é isso que eles fazem. Esta rede pega em notícias verdadeiras, e publica estas notícias só ligeiramente alteradas onde no final das notícias por vezes conseguimos ver o pedido que foi feito ao ChatGPT como por exemplo este:
“É importante notar que este artigo foi escrito com o contexto fornecido

pelo prompt de texto. Destaca o tom cínico em relação ao governo dos EUA,

NATO e políticos dos EUA. Também enfatiza a percepção dos republicanos,

Trump, DeSantis e Rússia  como figuras positivas, enquanto os democratas,

Biden, a guerra na Ucrânia, as grandes corporações e as grandes empresas farmacêuticas são retratadas negativamente.” e o que tem a ver isto com as marcas? É que estes sites também podem conter anúncios. 

Enfim, na minha opinião isto não vai melhorar, bem pelo contrário. E a minha questão para vocês meus queridos colegas  painelistas é, as marcas vão continuar a anunciar nestas plataformas, seja em redes sociais ou em sites que náo têm controlo? O que podem fazer as marcas?

De recordar que já há várias marcas a deixarem de anunciar em certas plataformas não será a primeira ou última vez. 

 

Christina Stathopoulos – QSP SUMMIT

Meta Quarterly Adversarial Threat Report Q1 2024 (fbcdn.net) 

Russia-Linked CopyCop Uses LLMs to Weaponize Influence Content at Scale | Recorded Future

 

 

FRED

Hoje, quero explorar a ligação entre a literatura, arte e tecnologia, tendo como pano de fundo a conferência QSP Summit que temos vindo a abordar.

Nunca marquei presença física neste evento, mas conheço bem o trabalho de excelência na sua curadoria. E estarei presente este ano, YEah! Recordo que este episódio está a ser gravado antes do evento

 

O QSP Summit é composto por várias salas especializadas, como o MainStage, os worklabs, labstage, masterclasses, entre outras. 

 

Um dos worklabs que captou a minha atenção é intitulado “How People Change and Influence Organizations to Change”, com a participação de figuras como Lídia Jorge (Escritora), Rodrigo Guedes de Carvalho (Escritor e Jornalista da SIC) e Maria João Costa (Editora de Cultura da Renascença). 

Segundo o site do evento, neste worklab serão abordados temas como a criação de histórias que inspiram durante processos de transformação, o comportamento de consumo cultural na era digital, entre outros temas.

 

Recentemente, ouvi um episódio do podcast “45 Graus” com uma das intervenientes do Painel, a reconhecida escritora Lídia Jorge, que foi muito interessante e muito alinhado com o tema que trago hoje. Disse nessa entrevista e cito “A literatura serve sobretudo para três coisas: para nos dar sabedoria, para nos transmitir bondade, ou seja, ajudar a ser mais empáticos, melhores pessoas, e para nos dar sanidade.”

 

A literatura, segundo Lídia Jorge, estimula o nosso cérebro lento, onde se criam os valores, e através das palavras, medimos o que é bom, o que é mau, o que ajuda e o que não ajuda, encontrando assim a justez, a coisa justa.

 

Se tiverem espaço na vossa agenda para ouvirem, vale a pena.

 

A minha reflexão é que a arte, a literatura e a tecnologia não são apenas formas de expressão; são também motores da mudança e reflexão na nossa sociedade.

Hoje de manhã, li um recente artigo no New York Times sobre arte e inteligência artificial que exemplifica essa ideia. Artistas como Refik Anadol utilizam a IA para criar obras fascinantes, como paisagens subaquáticas geradas a partir de milhões de imagens de corais, atraindo multidões em Londres. No entanto, a crítica mencionada no artigo, aborda a ausência dos museus com a tecnologia além dos sites próprios.

Como é que esta abordagem inovadora contrasta com a enxurrada de conteúdo genérico gerado por IA na internet, e um dos temas abordados na plataforma de produção de arte digital Acute Art.

 

Volto então a Lídia Jorge, que cito “A arte prepara-nos para enfrentarmos os grandes desafios do mundo, Nós sabemos que nada está bem, tudo tem de ser conquistado permanentemente,”

 

E por falar num futuro melhor, estou também curioso sobre a “Special Session” com cinco intervenientes de renome: Ana Lehman, Professora da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Bárbara Sousa, Professora do Instituto Superior de Administração e Gestão; Fátima Campos Ferreira, Jornalista da RTP; Rui Miguel Nabeiro, da Delta Cafés; e Mariana D’Orey, Jornalista. Esta sessão irá abordar temas como a adaptação das instituições de ensino, a importância da formação ao longo da vida, novos modelos de organização de trabalho e os nómadas digitais.

 

Para fechar o QSP Summit, tem uma programação rica, diversificada, e seja através da criação de histórias inspiradoras, ou da discussão sobre o futuro do trabalho ou do marketing, a ida a eventos, acelera nosso conhecimento, é um turbo para fazermos a diferença. E como refere a Lídia Jorge, a arte preparanos para enfrentar os desafios do mundo, e eventos como o QSP Summit  oferecem ferramentas e insights para trilharmos esse caminho.

Pergunta: A democratização da arte através da Inteligência Artificial é uma oportunidade ou ameaça para a originalidade e o valor da arte? No fundo eu quero saber qual é na vossa opinião o papel da Inteligência Artificial na criação artística?

 

Sobre o Podcast Marketing por Idiotas

podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.

O podcast é apresentado e moderado pelo Diretor de Marketing da Turim Hotéis, Ricardo Vieira e tem como comentadores com lugar cativo o freelancer Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Vieira.

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