O futuro do SEO e o melhor das conferências Better Marketing e ICON – e290s01

O futuro do SEO e o melhor das conferências Better Marketing e ICON – e290s01

Episódio 290
54:46

Esta semana no episódio dos temas da semana falamos sobre o futuro do SEO e o melhor das conferências ICON e Better Marketing.

 

Episódio de 12/06/2025

 

Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt 

 

DIOGO

 Queria falar sobre o futuro do SEO com a IA

 

Estou preocupado com o valor do SEO decrescer e agências e freelancers terem de fazer um downsizing…

 

Mas quero explicar:

 

Como sabem os AI Overviews, ou seja, a resposta por IA na pesquisa, são agora uma realidade muito presente no Google em Portugal e no Mundo. 

 

Muitos são os websites que estão a ver o número de impressões a subir ou a ficar o mesmo, mas os cliques a baixarem.

 

Ou seja, cada vez mais os utilizadores a ficaram-se pela resposta no motor de pesquisa e a não visitarem o website.

 

A seguir temos o AI mode que já chegou aos EUA e todas as pesquisas que agora acontecem em ChatGPT e outros motores de IA generativa. Ou seja, pesquisas que também estão a ser removidas dos motores de pesquisa.

 

E isto implica que muitas visitas ao site diminuam.

 

Há muitos a dizer que agora o que interessa é o  GEO – generitive engine optimization ou defendem a transformação de Seo para Search Everywere Optimization o penso que realmente vai acontecer.


E agora entra o Fred e diz:

Tão Diogo mas se vai acontecer a transformação se SEO para search everywhere optimization qual é o problema? Quer dizer que assim ninguém fica sem trabalho.

 

É Verdade Fred, tens um bom ponto. Mas a minha preocupação não é as pessoas ficarem sem trabalho mas sim a desvalorização do SEO. Ou seja, mesmo que optimizes para os motores de IA generativa, a verdade é que em princípio vais teres menos visitantes no website. É verdade que podes trabalhar awareness mas isso não é tão bom para pequenas e médias empresas.

 

E é isso, queria saber a tua opinião.

 

 Primeiro o FRED

 

BONUS:
E se pensam que os anúncios vão ficar a salvo. Na verdade, numa entrevista com o Lex Fridman, o CEO da Google fala sobre como as subscrições podem ser um substituto. Sundar Pichai: CEO of Google and Alphabet | Lex Fridman Podcast #471 – YouTube 

 

FRED

 

 Participei em duas conferências recentes em Portugal:

  • A Better Marketing, organizada pela APAN, centrada no impacto da inteligência artificial no marketing, em especial na criatividade;
  • E a ICON, focada em influência, cultura digital e o papel dos criadores de conteúdo.

A ideia é resumir os temas que eu considerei mais relevantes, em conversa, com o Diogo a ajudar a puxar por alguns dos pontos mais acutilantes.

Então o primeiro tema é: Será que a Criatividade vai desaparecer com a IA? (APAN)

Na conferência da APAN, uma das primeiras perguntas colocadas foi: “”A indústria de marketing e comunicação vai perder criatividade com a Inteligência Artificial ?” 

O modelo foi engraçado, colocaram profissionais a defender pontos opostos, mas quando perguntaram por votação electrónica a maioria achou que não. Que não ia perder criatividade.

A ideia dominante acabou por ser mais equilibrada: a IA não substitui a criatividade, potencia-a. Automatiza tarefas repetitivas e liberta tempo para o que é verdadeiramente criativo.

Pensemos numa campanha com vários formatos para a Web, como a Black Friday.
A IA trata disso, para que o diretor criativo pense em coisas novas, com impacto.


Pergunta: Diogo, a promessa da IA é libertar tempo para que os criativos pensem melhor — mas na prática, sentes que isso está a acontecer? Ou há o risco de a tecnologia estar a ocupar o espaço onde devia haver experimentação humana?

 

AI can boost productivity – if firms use it
 

2.*tema: O “Social First” é Mais do que Redes Sociais (APAN)

Outro conceito forte foi o “social first”, ou seja pensar a empresa com base nas pessoas, nas comunidades, nas conversas reais. A premissa da palestra é que o marketing precisa de deixar de ser autocentrado, com campanhas que ignoram cultura, contexto ou tensões sociais. É preciso compreender  os territórios culturais, os criadores e o que move as pessoas.

Pergunta: Este conceito de “social first” obriga as marcas a pensar com base na cultura real, nas comunidades e nas conversas que já existem. Achas que as marcas estão prontas para deixar de falar sobre si mesmas e começara escutar com intenção? Ou continuamos a usar as redes sociais como megafone em vez de ponto de escuta?

  1. IA nas Agências e Media: Mais Eficiência, Menos Inspiração? (APAN)

O uso da Inteligência Artificial nas agências está a crescer a um ritmo acelerado. Já não se trata apenas de gerar audiobooks ou automatizar traduções. Falamos de ferramentas que otimizam campanhas com base em dados de vendas, stocks, clima, mobilidade ou até padrões de consumo.

Numa das palestras da Mediaprobe — densa, talvez demasiado para o tempo disponível — foi apresentado um estudo com mais de 50.000 anúncios televisivos. A conclusão? A localização do anúncio — canal, programa, momento do intervalo — pode explicar até metade do seu desempenho. E é aqui que entra a IA, a ajudar a orquestrar tudo isto com precisão.

Pergunta: Diogo, quando automatizamos cada vez mais estas decisões com base em dados, não corremos o risco de perder aquela sensibilidade criativa que transforma uma boa métrica num verdadeiro insight? Onde fica o instinto criativo no meio de tanto automatismo?

 

  1. A Televisão Ainda Manda (ICON)

Um dos dados curiosos da conferência veio do Reino Unido, numa palestra do Mark Ritson: 85% da exposição à publicidade em vídeo continua a acontecer na televisão. Mesmo entre os menores de 35 anos, 50% da exposição ainda vem da TV.

A conclusão é desconcertante para quem vive dentro das bolhas digitais: “Tu não és o consumidor médio”. O nosso comportamento enquanto profissionais de marketing não reflete o do público em geral.

Mais: os estudos mostram que campanhas com dois canais performam, em média, 19% melhor que campanhas com apenas um canal. Com três canais, esse valor sobe para 23%. Com quatro, para 31%. , ou seja, a sinergia entre meios amplifica o impacto.

Pergunta. Diogo, nós vivemos muito no digital, mas à luz destes dados, será que o mercado está a negligenciar a televisão por preconceito geracional? E já agora — achas que os teus clientes percebem o valor da orquestração multicanal ou continuam obcecados em apostar tudo na “plataforma da moda”?


  1. Posicionamento > Propósito (ICON)

Outro tema que gerou discussão: o propósito de marca, afinal, não vende tanto como se apregoa.

A provocação foi simples e eficaz: “Abre o frigorífico lá de casa — quantas marcas compraste pelo propósito que defendem?” A maioria das nossas escolhas é feita por hábito, conveniência ou memorização — não por alinhamento ideológico.

A proposta foi voltar ao essencial: posicionamento simples, claro e consistente.

  1. A marca deve vir à cabeça no momento da decisão de compra.
  2. E deve ser associada a 1 ou 2 ideias muito concretas.

Exemplo clássico: “Have a break, have a KitKat”. 28 anos depois, ainda funciona.

Pergunta: Diogo, estamos a complicar demasiado a comunicação das marcas, tentando soar profundos quando o que realmente funciona é ser simples, memorável e reconhecível? E será que esta obsessão pelo “propósito” não anda a desviar-nos do que é estratégico e eficaz?

 

  1. Criadores: Entre a Relevância e a Pressão de Ser Marca (ICON)

A ICON  em vários humanos, tentou juntar, o ser humano criador e o ser marca. V
ários criadores partilharam a tensão de navegar entre a autenticidade e a profissionalização — entre aquilo que querem dizer e aquilo que o algoritmo espera que digam.

Houve quem assumisse publicamente o desgaste de parecer bem todos os dias.
Quem contasse como aprendeu a dizer “não” a propostas financeiramente vantajosas, mas desalinhadas com o que acredita.
E também se falou da importância de partilhar os bastidores — os dias vulneráveis, as decisões difíceis, as histórias que humanizam quem está do outro lado do ecrã.

Do lado das marcas a mensagem era : deixar de ver os criadores como meios e começar a vê-los como parceiros culturais. Isso implica escutar a sua voz, perceber o seu universo, negociar com respeito e flexibilidade.

Pergunta: Diogo, a nossa indústria exige cada vez mais dos criadores — mas será que está preparada para lidar com eles como autores e não apenas como canais de distribuição? Estamos a construir relações sustentáveis ou ainda andamos a espremer relevância até à última view?


Fecho:

Ambas as conferências — APAN e ICON — tocaram num ponto que talvez mereça mais reflexão do que likes: influenciar não é chegar a muita gente.

Num mundo saturado de conteúdos e automatismos, a verdadeira disrupção pode ser parar, pensar e dizer o que ainda não foi dito — com clareza, com consciência, com verdade.

A tecnologia vai continuar a evoluir. Os formatos vão mudar, por Diogo pergunto:

Pergunta: depois de tudo deste resumo,, o que achas que está a faltar mais nas marcas hoje: visão, consistência ou coragem para fazer diferente?

 

Sobre o Podcast Marketing por Idiotas

podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.

O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.

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Diogo Abrantes da Silva freelancer SEO, SEA, CRO e Web Analytics

Diogo Abrantes da Silva

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