Mitos sobre email marketing, consultores de IA e medição em marketing – e213s01

Mitos sobre email marketing, consultores de IA e medição em marketing – e213s01

Episódio 213
56:20

Neste episódio 213, falamos sobre 5 mitos sobre email marketing, consultores de IA e medição em marketing pós Google Analytics Universal.

 Episódio de: 4 de Julho, 2024

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MIGUEL

  Hoje venho falar sobre a história do GMAIL e os 5 mitos do email marketing que continuam a dar-nos a ideia errada de que o email marketing está morto!

Não sei se sabem mas foi há 20 anos que o GMAIL foi lançado… exactamente no dia 1 de Abril de 2004.

E maior parte das pessoas, como o serviço foi lançado no dia 1 de abril não acreditaram que a promessa fosse possível.

O Google lançou o GMAIL e prometia 1GB de inbox para sempre!!

Naqueles tempos as inboxes tinham em média 15 Megas… As que tinham mais espaço eram pagas.

Ou seja…não sei se ainda se lembram…mas com 15 megas tínhamos de estar sempre a apagar emails a tentar arranjar espaço…

Recebíamos constantemente mensagens de outras pessoas a dizer: “Tens a caixa de correio cheia…”

Um bocadinho ao estilo dos emails de empresas que ainda utilizam hostings que limitam a caixa assim a 200 megas ou isso…

Nessa altura o GMAIL foi uma revolução porque…

Com 1GB ninguém tinha de apagar mais caixas de correio… ou seja parecia infinito.

Com essa realidade veio também o amontoar de emails, que começaram a ser às centenas, depois milhares, depois dezenas de milhares e depois centenas de milhares…

Mais tarde o GMAIL passou para 15GB… Loucura autêntica mas foi uma adaptação da promessa de valor aos tempos modernos.

Por exemplo, eu tenho neste momento 77.586 emails por ler no GMAIL.

Mas a realidade é que a evolução do GMAIL ao longo dos tempos tem sido inteligente…talvez (digo eu) este seja o melhor produto de sempre da google.

Pesquisar numa caixa infinita de emails é super rápido…

O que faz com que o email se torne uma espécie de arquivo intemporal da nossa internet.

Tenho pena que já não seja utilizado para aquelas mensagens diárias…porque no outro dia ao pesquisar aqui algumas coisas deparei-me com conversas antigas que me deixaram nostálgico…

Hoje em dia todas as conversas imediatas que temos no mundo do whatsapp ou redes sociais parece que se perdem…e o histórico é difícil de procurar.

Mas pronto, adiante…

O produto evoluiu e agora temos calendários, temos eventos, temos tarefas, temos uma data de funcionalidades diferentes que nos fazem continuar a aceder ao gmail diariamente…e que cerca de 1.2 biliões de pessoas no mundo o utilizem todos os dias e os outros 7 biliões estejam a utilizar serviços parecidos inspirados no gmail.

Apesar de todos nós termos gmail, parece que no marketing estamos sempre a dizer que o email marketing está morto…está a morrer…

Aqui estão 5 mitos sobre o email marketing:

1-      Email Marketing está morto

Segundo data da Oberlo (um super site sobre empreendedorismo) 80% dos negócios online recorrem a email marketing para manter a relação com o cliente viva e fazer com que este volte para comprar mais.

O hubspot tem outra estatística que diz que 60% dos consumidores fazem compras devido a emails que receberam das marcas.

 

2-      As pessoas não leem emails

Apesar de recebermos imenso spam, serviços como o gmail conseguem filtrar com uma eficácia brutal…os diferentes separadores de conteúdo fazem com que o conteúdo que aparece na inbox principal tenha um interesse superior.

Isto faz com que as taxas de abertura se mantenham super elevadas…quando a nossa marca produz conteúdo relevante.

Segundo a HUBSPOT 46% dos utilizadores de smartphone preferem receber novidades sobre as marcas via email.

 

3-      Os miúdos de hoje em dia não utilizam email

Este para mim foi o maior mito que desmitifico hoje.

Os estereótipos de que todos os miúdos só querem comunicar via tiktok está errado.

Segundo os dados da Attest U.S. Consumer Trend Report 53% da geração Z gosta de receber emails semanais sobre as suas marcas preferidas… Para os millenials é 66%… Claro que as mensagens tem de ser adaptadas à audiência.

 

4-      O email tem uma taxa de abertura mínima

Confesso que sempre achei que isto era verdade…até há coisa de 4 anos quando comecei a integrar email marketing como um dos serviços que presto aos meus clientes e comecei a ver não só as taxas de abertura como também os resultados em conversões para leads e vendas.

As estatísticas online variam entre 20% e superiores…por exemplo o mailchimp diz que as taxas de aberturas deles são de cerca de 34.23%.

Significa que em cada 10 pessoas, 3 pessoas abrem o nosso email.

Se formos comprar com as taxas de engagement dos nossos posts nas redes sociais percebemos rapidamente que estes números são incríveis…até porque enviar emails é quase grátis!

5-      Email marketing é igual a spam

Este mito está errado… comprar listas de emails é ser spammer.

Se tivermos a estratégia certa, convidarmos as pessoas a juntar-se à nossa newsletter, enviarmos conteúdos relevantes, estamos a entregar valor e a construir uma relação para o futuro.

 

Posto isto queridos painelistas:

  •       Será que o GMAIL vai integrar inteligência artificial para nos ajudar a ter resumos sobre todos os emails que recebemos diariamente? Querem que eu envie já um email à google a pedir essa funcionalidade?
  •       Desmistifiquei 5 mitos sobre o Email Marketing…concordam e o que será que vai acontecer com esta táctica agora que a IA vai dominar isto tudo

 

https://gmail.com/postmaster/

FRED

Hoje, vou explorar o impacto significativo dos consultores tecnológicos no campo emergente da Inteligência Artificial Generativa. Como é que as grandes empresas de consultoria estão a liderar a transformação digital?

 

Historicamente, a vanguarda da inovação tecnológica era dominada por programadores e engenheiros. 

 

No entanto, a realidade atual revela um papel crescente dos consultores tecnológicos, especialmente desde o lançamento do ChatGPT em 2022. 

 

Empresas como Boston Consulting Group, McKinsey, KPMG, IBM e Accenture estão agora no centro de uma reorientação empresarial, ajudando outras empresas na complexa implementação da IA generativa.

 

O New York Times relata o caso da Reckitt Benckiser, uma multinacional que vende 30 milhões de produtos diariamente, conhecida por marcas como Air Wick, Calgon, Durex, entre muitas outras. A história noticiada revela que a equipa de marketing global reconheceu a falta de expertise interna para lidar com o potencial transformador da Inteligência Artificial, e procurou ajuda externa.

 

Para quê? Desenvolver uma plataforma de Inteligência Artificial que pudesse criar anúncios locais em diferentes idiomas e formatos. Com o toque de um botão, o sistema pode transformar um comercial sobre o detergente para lavar louças Finish, do inglês para o espanhol.

 

Segundo fontes da empresa, incluindo Becky Verano, o sistema de marketing de IA da Reckitt para o desenvolvimento de anúncios locais economiza tempo da empresa e tornou os processos da Reckitt Benckiser 30% mais rápidos.

 

Este é apenas um exemplo de como as consultorias forneceram a orientação necessária para resolver problemas concretos onde a tecnologia é um diferencial.

As contratações estão a aumentar porque as empresas reconhecem a necessidade de Sherpas de tecnologia que possam elucidá-las sobre o significado e as implicações da Inteligência Artificial generativa para os seus negócios e os dos clientes.

 

Vamos analisar alguns números e prioridades:

* Em apenas dois anos, um quinto da receita da Boston Consulting já provém de trabalhos relacionados com a Inteligência Artificial.

* A IBM, com 160.000 consultores, assegurou mais de mil milhões de dólares em compromissos de vendas relacionados com Inteligência Artificial generativa para trabalhos de consultoria.

* Cerca de 40% dos negócios da McKinsey neste ano estarão relacionados à IA generativa.

* A Accenture registou 300 milhões de dólares em vendas relacionadas com Inteligência Artificial no último ano.

* A KPMG anunciou que tem mais de 650 milhões de dólares em oportunidades de negócios apenas nos Estados Unidos, relacionadas com esta tecnologia nos últimos seis meses.

  • Cerca de 900 dos 1.000 principais clientes de consultoria da PwC estão a trabalhando com a empresa para incorporar Inteligência Artificial nos seus negócios, disse um porta-voz ao Business Insider.

 

Estes são breves exemplos que demonstram a escala e o impacto destas tecnologias, evidenciando um interesse crescente e uma procura robusta por expertise em Inteligência Artificial.

 

Mas, o que impulsiona esta procura por consultores? A resposta é a incerteza e a complexidade da Inteligência Artificial. A situação atual remete ao boom das dotcom do setor na década de 1990, quando as empresas recorriam a consultores para orientação.

 

Em meados dos anos 90, os CEOs diziam: ‘Não sei o que é um site ou o que pode fazer pelo meu negócio, mas preciso de um’, e agora o cenário é semelhante, mas com IA.

Ou seja, o tema reflete a mesma necessidade de entendimento e adaptação.

 

O trabalho que os consultores foram contratados para realizar varia de empresa para empresa, mas algumas prioridades são claras:

* Aconselhar empresas sobre conformidade regulatória, especialmente agora que regiões como a União Europeia aprovam leis que regulam a inteligência artificial.

* Elaborar planos para sistemas de suporte ao cliente baseado em IA.

* Desenvolver barreiras de proteção para evitar que os sistemas de IA cometam erros.

Estas são as áreas prioritárias onde as consultorias estão a focar, delineando claramente o caminho que muitas empresas estão a seguir para integrar a IA de forma eficaz e segura em suas operações.

 

Pergunta: A externalização da expertise em Inteligência Artificial para grandes consultorias compromete a inovação interna das empresas clientes?

 

* A minha curiosidade é sobre

 o equilíbrio entre aproveitar a expertise especializada e cultivar talento interno para inovação

Fontes: https://www.businessinsider.com/ai-questions-consulting-firms-are-answering-for-clients-2024-6
https://www.nytimes.com/2024/06/26/technology/ai-consultants.html

 

DIOGO

 Esta semana com o desaparecimento da ferramenta de web analtyics Google Analytics Universal, queria falar-vos da importância da medição em marketing digital e saber um pouco as vossas opiniões e claro também tentar dar aqui algum valor em relação a boas práticas que os marketers podem utilizar na medição.

 Então, para dar algum contexto, havia uma ferramenta de webanalytics que no fundo é ferramenta que permite saber rapidamente quantos utilizadores vieram ao nosso site, medir o que andaram a fazer e, um dos pontos mais importantes para os marketers, de onde vieram. De onde vieram os utilizadores antes de chegarem ao nosso site.

Essa ferramenta com o nome de Google Analytics Universal deixou de existir no passado domingo após 12 anos. E todos os dados dessa ferramenta já foram apagados. 

Na verdade, a ferramenta já estava há um ano sem funcionar mas os dados estavam lá para nós consultarmos o que tinha acontecido antes de substituirmos pela nova versão o Google Analytics 4. 

Para terem noção da popularidade do Google Analytics Universal, segundo a BuiltWith, que mede o código instalado nos websites, chegou a registar um total de 32 milhões de websites com a ferramenta instepisalada e para verem a diferença o Google Analytics 4, que é a versão que veio substituir o Universal, é medido em 15 milhões de websites, ou seja, menos de metade. Em Portugal desceu de 101 mil sites com o GAU para 34 mil com o GA4, ou seja, números muito pouco animadores para Google. 

 

 Mas não é só sobre o Google Analytics que venho falar hoje. Como comento muitas vezes com os meus alunos e já comentei com vocês aqui no podcast, a profissão de marketer não é como ser um eletricista. Ou seja, enquanto o eletricista vai lá a casa meter as nossas lâmpadas a funcionar outra vez e conseguimos rapidamente avaliar se fez um bom trabalho mediante a lâmpada no final do dia acende ou não. Marketing não funciona assim. Nós temos de provar em marketing que foram as nossas campanhas, a nossa comunicação ou as nossas ações que fizeram crescer a empresa. 

E isso é uma das grandes razões, acredito eu, pela qual marketing está tão associado a ferramentas de medição como o Google Analytics.

Esta questão é algo que penso cada vez mais no meu trabalho porque é necessário seja como SEO, seja como PPC, ou como marketer, é necessário provar o nosso trabalho e cada vez mais pode ser mais difícil. Ou porque o Google analytics não é autorizado a medir, ou porque o safari apaga parâmetros no URL. Então como podemos nós marketers medir o nosso esforço de marketing sem depender das plataformas de medição?

Então queria partilhar aqui algumas das estratégias para provar os esforços das nossas campanhas ou do nosso marketing que não dependem de plataformas externas de medição:

  1. Landing pages específicas por cada campanha
  2. Vouchers ou cupões personalizados que identifiquem a fonte, o conhecido diogo10
  3. Utilizar sistemas próprios do Woocommerce, shopify que não são bloqueáveis
  4. Utilização do matomo  anonimizado para utilização como com interesse legítimo no site para medir comportamento dos utilizadores no site
  5. Parâmetros próprios, alguém que visite o vosso site com um parâmetro com o código 123, vocês conseguem saber que o código 123 pertence a uma campanha de Google Ads por exemplo.
  6. Perguntar aos utilizadores como eles souberam de nós
  7. Questionários na loja física ou questionários na fila da loja do cidadão de manhã
  8. Conta final de todo o investimento em marketing, ou seja, ver o investimento em marketing vs. o aumento no lucro.

Enfim, existem certamente mais e peço que partilhem comigo as vossas ideias por whatsapp e aqui comigo Miguel e Frederico. Se vocês mais algumas ideias? E já agora vocês já tinham pensado nesta associação que existe entre a medição e o marketing? Como é que vocês provam o vosso valor?

 

Sobre o Podcast Marketing por Idiotas

podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.

O podcast é apresentado e moderado pelo Diretor de Marketing da Turim Hotéis, Ricardo Vieira e tem como comentadores com lugar cativo o freelancer Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Vieira.

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