Ferramentas de IA para sermos mais produtivos com Rui Nunes – e369s01
Neste episódio 369 falamos sobre o ferramentas e dicas de IA para sermos mais produtivos com o Rui Nunes.
Episódio de 28/05/2026
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[RESUMO POR IA]
Neste episódio do podcast “Marketing por Idiotas”, os anfitriões Diogo Abrantes da Silva e Miguel Rão Vieira recebem o convidado especial Rui Nunes. O foco da conversa é desmistificar o uso da Inteligência Artificial (IA) no dia a dia, combatendo o “FOMO” (Fear Of Missing Out) das novas ferramentas e focando naquilo que realmente traz produtividade e rentabilidade às empresas.
1. O Caso Prático: Automação de QBRs (Quarterly Business Reviews)
O Rui Nunes partilhou a sua experiência no reposicionamento da sua empresa para focar em soluções de serviços “produtizados”. Um dos maiores casos de sucesso internos foi a automação dos relatórios trimestrais (QBRs):
- O Cenário Anterior: Antes da automação, uma equipa de cinco a seis pessoas demorava cerca de uma semana a compilar dados de múltiplos sistemas (GA4, Shopify, Marketo, Salesforce, CRMs antigos). Depois, um elemento sénior demorava cerca de uma hora a analisar a informação para gerar insights.
- O Cenário com IA: Atualmente, a compilação de todos estes dados está totalmente automatizada através da integração de plataformas.
- O Fator Humano: Apesar da poupança massiva de tempo na recolha de dados, o elemento sénior continua a demorar a mesma hora a validar a informação e a retirar insights. A IA consegue compilar, mas o “olho humano” experiente é crucial para detetar nuances e padrões complexos.
2. O Stack Tecnológico e a Abordagem Híbrida
Para conseguir estes níveis de automação sem depender exclusivamente de uma única plataforma cara, o Rui explicou a sua abordagem tecnológica:
- n8n: Utilizado como o orquestrador principal para conectar diferentes plataformas através de APIs (ex: ligar o Marketo ao Hubspot).
- RPA (Robotic Process Automation): Quando existem sistemas antigos (“legacy”) que não possuem APIs, utilizam RPA para simular o comportamento humano no ecrã (como clicar em botões para exportar relatórios).
- LLMs (Large Language Models): Modelos como o ChatGPT e o Claude entram depois no processo para compilar a vasta quantidade de dados exportados e extrair padrões lógicos.
3. A Importância Crucial da Supervisão Humana (O “Validador”)
Um dos pontos mais debatidos no episódio foi a confiança cega na IA. O painel concordou que as empresas não podem confiar indefinidamente nos sistemas de automação sem supervisão.
- Foi introduzido o conceito do papel do “Validador”: um humano que tem como única função rever o trabalho gerado pela IA antes de este ser entregue ao cliente ou publicado.
- O Rui Nunes salientou que uma empresa só consegue escalar as suas operações baseadas em IA até ao limite da sua capacidade humana de validar esses mesmos dados.
- Como mau exemplo, foi referido o spam no LinkedIn feito por sistemas de IA mal configurados, que tentam vender serviços de marketing a agências de marketing, demonstrando falta de contexto e revisão humana.
4. O Poder do Claude e o Uso de Projetos
O Claude (da Anthropic) recebeu grande destaque por parte dos intervenientes como uma das melhores ferramentas atuais.
- Projetos no Claude: O Rui utiliza a funcionalidade de “Projetos” no Claude para criar autênticos ecossistemas de informação. É possível fazer upload de manuais de marca, regras de negócio e relatórios antigos.
- Desta forma, basta pedir à IA para “fazer o próximo post” ou “analisar esta informação” e o modelo já tem todo o contexto necessário para não cometer erros básicos, poupando a necessidade de escrever prompts complexos repetidamente.
- O Diogo Abrantes da Silva mencionou que utiliza o Claude para criar agentes e skills personalizados que executam tarefas baseadas em parâmetros predefinidos.
5. Desenvolvimento para “Não-Programadores” e a Regra dos 80/20
Com as novas ferramentas, a barreira técnica baixou drasticamente. O Rui admitiu que não sabe programar (“não sou coder”), mas consegue construir soluções complexas apenas descrevendo o que quer através de prompts em ambientes de desenvolvimento modernos (como o IDE Cursor ou a funcionalidade de código do Claude).
- Princípio de Pareto (80/20): O conselho principal é focar os esforços de automação nos 20% das tarefas que geram 80% do valor.
- Muitas pessoas perdem tempo a criar automações complexas (que demoram horas a configurar) para poupar apenas alguns minutos numa tarefa irrelevante. O foco deve estar nos Quick Wins (vitórias rápidas) que trazem valor real ao negócio.
- Por vezes, as soluções mais simples geram os maiores resultados: o Rui deu o exemplo de um Teste A/B onde a simples mudança de um grafismo para um botão gerou 4 milhões de libras num curto espaço de tempo para um cliente.
Conselhos Práticos Finais para a Audiência
- Começa de forma simples: Antes de comprares subscrições de plataformas complexas (SaaS), vai ao ChatGPT ou ao Claude e pergunta diretamente: “Eu quero fazer X, consegues ajudar-me?” ou “Como posso automatizar isto?”.
- Foge do “SaaS-fication”: Existem muitas ferramentas a tentar vender-se como a solução final, quando na verdade estão apenas a usar a tecnologia base (APIs) de modelos como a OpenAI ou Anthropic por trás. Se aprenderes a usar as ferramentas base, poupas muito dinheiro e ganhas controlo.
- Nunca elimines o humano: A IA é um excelente assistente e compilador de dados, mas o “know-how” humano e a validação final são o que garante a qualidade e a segurança do serviço prestado.
Sobre o Podcast Marketing por Idiotas
O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.
O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.

Os Idiotas
Frederico Carvalho
Formador e consultor de marketing digital
Miguel Rão Vieira
CEO @ pkina.com / funis.pt
Diogo Abrantes da Silva
Freelancer SEO, SEA, CRO e Web Analytics
