Desafio da criação visual, programas de fidelização e ecommerce em Portugal – e348s01

Desafio da criação visual, programas de fidelização e ecommerce em Portugal – e348s01

Episódio 348
55:01

No episódio 348 falamos sobre o desafio da criação visual, programas de fidelização e ecommerce em Portugal.

 

Episódio de 5/03/2026

 

Grupo de WhatsApp: https://w.marketingporidiotas.pt 

MIGUEL

A primeira vez que tive contacto com este tipo de ação de marketing foi quando as hamburguerias davam um cartãozinho para irmos picando e quando chegassemos a 10 hamburguers recebíamos um grátis! Nunca recebi um hambúrguer grátis porque perdia sempre o cartão!

Isto era a forma mais simples.

Desde essa altura os programas de fidelização evoluíram bastante e hoje em dia temos cartões que registam pontos e troca-se pontos por descontos, prémios, experiências, etc.

Foi uma evolução incrível pois o programa de fidelização deixou de ser transacional, compra e recebes um desconto no que vendemos, e passou a ser mais emocional… com acesso exclusivo a algumas coisas.

Houve uma altura que outro supermercado tinha uma coleção de peluches e a cada compra superior a 10€ eu ganhava um ticket… quando a minha filha soube disso lá fui eu ter de fazer quase 1km para as compras diárias para conseguirmos ter o peluche… ainda por cima não dava para simplesmente comprarmos o peluche. Tinha de ser ganho!

Enquanto estava a pesquisar sobre o tema dei de caras com o novo programa de fidelização da GAP onde além do básico da troca de pontos por descontos eles têm um conceito de “Ir além das compras” onde querem apostar mesmo na relação entre os consumidores e a marca.

  1.     Acesso antecipado a produtos
  2.     Experiencias culturais, de moda e entretenimento únicas como ganhar visitas aos estúdios onde as peças são desenhadas.
  3.     Acesso a conteúdos de bastidores e dicas dos especialistas da marca
  4.     Parcerias com marcas de entretenimento com a disney etc
  5.     Um marketplace exclusivo onde podem encontrar peças que nunca foram vendidas, edições limitadas, peças assinadas por designers, etc.
  6.     Opção de doar recompensas não utilizadas para um mundo mais sustentável

Bem…uma data de coisas que ajudam a criar laços e a fazer com que os consumidores se identifiquem com a marca em vez de apenas comprarem produtos.

Como nós aqui no podcast gostamos de entregar valor preparei um pequeno guia para lançarem o vosso próprio programa de fidelização…e nós no marketing por idiotas vamos lançar um!

  1.     Definir o que queremos que o cliente faça mais vezes
  2.     Voltar com mais frequencia
  3.     Gastar mais
  4.     Experimentar novos produtos
  5.     Conhecer bem o cliente
  6.     Métricas de frequencia e de ticket
  7.     O que valorizam
  8.     Recompensas rápidas
  9.     Preço / conveniência

                                                           iii.      Estatuto

  1.     Mecanica simples
  2.     X pontos por cada euro
  3.     Carimbo por visita
  4.     Níveis fáceis de perceber
  5.     Benefícios que façam sentido
  6.     Ofertas exclusivas
  7.     Acesso antecipado a novidades
  8.     Serviços Extra
  9.     Peluches e brinquedos para os filhos
  10.     Ir além da compra
  11.     Conteúdos
  12.     Convites para eventos
  13.     Reconhecimento
  14.     Tecnologia simples
  15.     Cartão de papel
  16.     Cartão digital ou QR CODE
  17.    
  18.     Forma de medir e ajustar
  19.     Taxa de adesão…frequência…etc
  20.     O programa tem de ser fácil de explicar em 15 segundos…

 

Sugestão marketing por idiotas: Algures em todos os episódios vamos dizer um código que vale um ponto que podem colocar na página marketingporidiotas.pt/queroumpeluche . Por cada 10 pontos  ganham um peluche de um membro da equipa…ou edições limitadas de convidados!!

Perguntas para o painel:

  •       Como vêm os programas de fidelização num mundo digital?

DIOGO

 

Mais portugueses do que nunca compram na internet, e os avós estão a começar a dominar as lojas online.

 

Contexto

Segundo os dados mais recentes da edição de 2025 do Barómetro E-Commerce, produzido pela Marktest, o cenário das compras digitais em Portugal atingiu um novo recorde. O estudo, que se baseia numa amostra de 6.000 entrevistas a residentes em Portugal com mais de 15 anos, revela que 67,9% da população — o equivalente a 5,8 milhões de indivíduos — realizou compras online. 

Este número representa um aumento de 313 mil novos compradores face ao ano anterior.

Além do volume de utilizadores, a frequência de compra também impressiona: três em cada quatro compradores digitais (75,1%) adquirem produtos online pelo menos uma vez por mês.

Embora a faixa etária dos 15 aos 54 anos continue a representar 77,2% do mercado, os dados destacam uma mudança comportamental significativa nos consumidores seniores. 

A percentagem de indivíduos com mais de 64 anos que compram online quase duplicou em três anos, passando de 13,4% em 2022 para 24,4% em 2025. 

Agora para adivinhar: qual é o tipo de entrega preferida dos portugueses? – n vejam a resposta no link 

 

Valor

Estes dados oferecem duas oportunidades estratégicas cruciais para as marcas. Primeiro, o mito de que “os mais velhos não compram online” está morto; ignorar a usabilidade e a comunicação para o segmento 64+ é desperdiçar o grupo com maior crescimento e, frequentemente, maior poder de compra. 

Segundo, a explosão do “click and collect” sugere que os consumidores valorizam a conveniência de não estarem presos em casa à espera de uma encomenda, tornando a diversificação dos métodos de entrega uma vantagem competitiva obrigatória.

 

Questão

Olhando para a experiência de utilizador (UX) das lojas online e para as suas opções de entrega, diriam que as marcas estão preparadas para servir um cliente de 65 anos e oferecer flexibilidade de logística para quem não pode estar em casa a receber encomendas?

 

Quase 70% dos portugueses fizeram compras online em 2025. Foram mais 313 mil os consumidores a optarem por esta via

 

FRED

Há um tipo de “conteúdo educativo” que, honestamente, mete medo – não por ser violento, mas por ser  vazio, rápido e irresistível.

Esta semana li uma investigação sobre o YouTube que me deixou a pensar:
os utilizadores da amostra depois de verem vídeos normais de referência para crianças (CoComelon, Bluey, Ms. Rachel), passaram 15 minutos a fazer scroll de Shorts… e, numa dessas sessões, cerca de 40% dos vídeos recomendados pareciam ter visuais gerados por IA.

O padrão repetia-se: clips de 20–30 segundos, cores a gritar, transformações sem sentido, bichos a nascer de tubos de pasta de dentes, cenas “hiper-realistas” com comportamentos impossíveis – tudo sem enredo, sem repetição pedagógica, sem lógica.

O problema não é “ser IA”.

O problema é o que isto faz ao cérebro de uma criança pequena.

Especialistas em desenvolvimento alertam que este tipo de estímulo pode ser cognitivamente esmagador, porque mistura elementos “realistas” com ações que não obedecem ao mundo real, obrigando a criança a gastar energia a tentar mapear coisas que não encaixam.

E, quando o feed começa a privilegiar isto, acontece o efeito mais silencioso: deslocamento.
Menos tempo para histórias com princípio-meio-fim, menos tempo para linguagem com ritmo, menos tempo para brincar e interagir.

O que torna isto ainda mais desconfortável é que não é óbvio, à primeira vista, que muitos destes vídeos são sintéticos.

Há erros?
Sim: braços a mais, texto “derretido”, faces estranhas.
Mas muitos já são suficientemente “limpos” para passar no olhar rápido, e nem sempre vêm bem assinalados.

A American Academy of Pediatrics, por exemplo, tem vindo a reforçar que, para crianças, a prioridade não é “mais ecrã”, é qualidade, contexto e conversa – e chama a atenção para os riscos de conteúdos sensacionalistas e desenhados para capturar atenção.

Do lado das plataformas, há movimentos que mostram que o tema chegou tarde, mas chegou: o YouTube anunciou novos controlos parentais, incluindo um temporizador para limitar (ou até bloquear) o tempo a fazer scroll em Shorts em contas supervisionadas.

E noutras redes vê-se a mesma tendência: o TikTok disse ter rotulado mais de 1,3 mil milhões de vídeos como gerados por IA e está a testar formas de dar mais controlo aos utilizadores sobre este tipo de conteúdo.

No meio disto tudo, é importante reforçaor o óbvio: as plataformas não estão desenhadas para educar.

Estão desenhadas para reter.

E quando a IA barateia a produção de vídeo, o incentivo natural é produzir mais, mais rápido, mais estranho… porque o estranho puxa o dedo para baixo.

Isto interessa a quem é pai/mãe, claro.

Mas também interessa a quem trabalha em marketing e comunicação, porque o “vídeo com IA” tanto pode ser uma ferramenta séria como pode ser combustível para mais ruído.

A diferença está no método: enredo, intenção, revisão, ritmo.
A IA acelera a produção – não substitui critério.

E é precisamente por isso que, no dia 5 de Março, às 10h, vou dar um webinar gratuito (45 min) sobre como criar vídeo com IA com um sistema simples — do briefing ao clip final — com checklist de revisão e regras para consistência.

Em 2026, o desafio já não é “conseguir gerar vídeo”.
É conseguir gerar vídeo com qualidade, responsabilidade e cabeça – especialmente quando quem está do outro lado do ecrã ainda está a aprender a distinguir fantasia de realidade

Resposta:
Qual é o desafio da criação visual?

  • Quando o vídeo gerado por IA prende a atenção, mas não ensina nada, quem assume a responsabilidade?

 

Sobre o Podcast Marketing por Idiotas

podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.

O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.

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Frederico Carvalho

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Miguel Rão Vieira

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Diogo Abrantes da Silva freelancer SEO, SEA, CRO e Web Analytics

Diogo Abrantes da Silva

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