“Crippleware”, manifestações de ONGs e pesquisa no ChatGPT pela Harvard – e311s01

“Crippleware”, manifestações de ONGs e pesquisa no ChatGPT pela Harvard – e311s01

Episódio 311
59:40

Neste episódio 311 falamos da estratégia “Crippleware”, manifestações de ONGs e as pesquisas no ChatGPT num estudo pela Harvard.

 

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   MIGUEL

Crippleware: Framework para converter frustração em upsells!

 

O spotify anunciou recentemente que agora vai deixar os utilizadores da versão grátis escolherem a música que querem ouvir.

Parece incrível… eu sempre odiei o spotify para ouvir música por isso!

Só lá vou ouvir podcasts… ouço sempre música no youtube…

Mas pensando bem o youtube já mete publicidade a meio de músicas mais longas ou dj sets e assim que o meto no bolso desliga-se!

Uma das coisas que gostamos lá em casa para adormecer é ouvir uma meditação com histórias e deixámos de poder ouvir porque assim que adormecemos acordamos com publicidade!

Este tipo de tácticas chama-se CRIPPLEWARE…e é a arte de gerir a frustração do utilizador nas versões grátis ou mais baratas com o objetivo de o fazer pagar para parar de se irritar!

Hoje vamos falar sobre como isto começou e vou dar-vos uma framework muito simples que podem aplicar em negócios online e offline para conseguirem fazer upsells!

O crippleware já vem desde os anos 80 onde havia editores de texto e folhas de cálculo que permitiam abrir ficheiros e edita-los…mas depois não dava para gravar ou imprimir!

Em 2006 Fred Wilson inventou um nome mais aceitável para este modelo de negócio e chamou-o de “Freemium” (Free + Premium).

Hoje em dia o “Freemium” é politicamente correcto…mas devido às pressões dos investidores as táticas estão a tornar-se cada vez mais agressivas…

Este modelo pode aplicar-se tanto no que é grátis, como no que é o preço mais barato de entrada.

Exemplos:

  •       Linkedin coloca limites a mensagens, recrutamento e pedidos de conexão
  •       Rodízio de pizzas colocam menos ingredientes
  •       Companhias de low cost colocam preços de voos sem bagagens e sem lugar marcado;
  •       Hotéis e resorts dizem WIFI Grátis mas apenas no quarto…junto ao bar da piscina não há rede a não ser que se pague…
  •       Parques temáticos o bilhete básico implica filas…o bilhete premium passa á frente

 

A ideia é sempre a mesma e a framework que eu venho partilhar com vocês é esta:

  1.     Definir o produto básico
  2.     É o gancho para atrair clientes;
  3.     Funciona mas é limitado e tem de causar frustração;
  4.     Exemplo:
  5.     Criação de vídeos com IA GRÁTIS;
  6.     Envio fácil de ficheiros grandes;

                                                           iii.       Email grátis

 

  1.     Identificar a frustração que queremos trabalhar e que seja bastante valorizada pelo cliente:

 

  1.     Tempo – Longas filas de espera na disney ou para gerar um vídeo, uploads com velocidade limitada propositadamente etc…

  1.     Limites
  2.     Limite no tamanho dos ficheiros no wetransfer;
  3.     Bagagem só de mão

 

  1.     Conforto
  2.     Classe económica ou escolher o bilhete do avião;

 

  1.     Criar o upgrade libertador
  2.     Criar uma solução paga que resolve a dor do básico e que parece muito mais vantajosa em relação ao custo;
  3.     Fast pass nos parques (só me apetecia atirar-lhes garrafas)
  4.     Wetransfer permite + espaço e mais dias para download;

 

  1.     Estruturar bem os preços
  2.     Versão básica é para atrair e por isso ou é grátis ou muito barata;
  3.     Versão paga premium é a decisão racional e podem existir vários patamares para diferentes frustrações;

 

  1.     Apostar em comunicação comparativa com contrastes fortes
  2.     Mostrar tabelas lado a lado;
  3.     Mostrar como  (e quanto) a versão paga resolve a frustração;
  4.     Download lento 3 horas;
  5.     Download rápido 12 minutos estimado;

 

  1.     Regra de ouro: Calibrar a dor e a frustração;
  2.     Se o básico for bom demais ninguém paga;
  3.     Se for demasiado mau ninguém o utiliza e pensa em pagar e pensa que é um esquema;

Verificar taxas de conversão para fazer ajustes;

DIOGO

Esta semana quero a vossa opinião sobre a comunicação de ações de manifestação e o impacto para organizações.

Antes de começar deixem-me dar o disclaimer que isto não é sobre o que cada um concorda ou não com o tema da manifestação A, B ou C. A ideia é falamos aqui até para podermos ajudar algumas organizações a se calhar atingir a visibilidade de outras formas.

Então vamos a isto. Este fim-de-semana estava ver o final da volta a Espanha em bicicleta e porque estava em competição uma equipa israelita e patrocinada por Israel vários protestantes em Madrid invadiram as estradas da cidade e interromperam a prova já após várias tentativas noutras etapas. 

E claro que isto gerou em muitos amantes da modalidade do ciclismo uma certa revolta porque não conseguiram ver as provas como criam, onde houve provas a serem cortadas por segurança, etc. Se calhar perdendo assim até 

E não temos de olhar lá para fora, temos o mesmo exemplo quando a Climáximo se sentou na segunda circular ou outras estradas para parar o trânsito e trazer awareness à causa climática e as pessoas no seu dia a dia tiveram a sua vida interrompida.

E gosto muito deste exemplo, porque se…  Navigator…

E a minha questão para vocês, onde fica a linha? Ou seja, é verdade que estas interrupções que prejudicam mais o cidadão comum têm muitas vezes mais awareness porque atingem mais gente e há um mais pessoas a falar sobre o assunto mas também se calhar acabam por não ser tão benéfico para causa pela revolta que criam tabmém no cidadão.

E a minha questão prende-se com isso, como poderiam estas organizações criarem um grande awareness e exposição sem prejudicar a causa? 

Noutro ponto, esta semana no antigo governo de sombra, o João Miguel Tavares, falava da flotilha para Gaza e o quão essa flotilha não está a fazer nada para a causa palestiniana no sentido que não está a atrair mais awareness  – e aqui peço-vos para n olharmos para uma questão de causa ou qual a vossa opinião – mas em termos de publicitar a causa se são da mesma opinião? Acham que esta flotilha em termos de marketing não está a fazer nada?

 FRED

Sabiam que 1 em cada 4 conversas no ChatGPT já é usada para procurar informação?


Não é para fazer código. 

Nem para escrever poemas.


É para procurar respostas. 

Saber coisas. 

Tal como se faz num motor de pesquisa.

 

Um estudo recente da OpenAI e da Universidade de Harvard, que analisou mais de 1 milhão de conversas durante 1 ano, revelou que 24% das conversas no ChatGPT são para procurar informação.


E outra curiosidade, é que mais de 70% das interações são fora do contexto de trabalho.
Perguntas do dia a dia, curiosidades, ajuda em pequenas decisões

As três categorias principais são então:

  • Orientação prática (29%)
  • Escrita (24%
  • E agora, procura de informação (24%, a crescer)

Mas não é só o ChatGPT a t ransformar a forma como procuramos respostas.

Do outro lado da barricada está a Google.

Desde maio de 2024, com a introdução dos AI Overviews, cada vez que fazemos uma pesquisa, aparece um bloco gerado por IA no topo.
Com uma resposta direta.

É prático? Sim.

Agora…é bom para quem quer tráfego no site?
Nem por isso.

 

No mês passado, o grupo Penske Media — dono da Rolling Stone e da Variety — processou a Google.
Acusam a empresa de estar a usar o seu jornalismo para alimentar estas respostas de IA, sem autorização e sem compensação.

E os dados mostram o impacto:
Segundo a Similarweb, 46 dos 50 maiores sites de notícias em inglês perderam tráfego em julho deste ano.
Até gigantes como a CNN, BBC e o New York Times viram os cliques cair.

Nicholas Thompson, CEO do The Atlantic, não podia ter sido mais claro:

“A Google está a deixar de ser um motor de busca… para se tornar um motor de respostas.”

E a própria Google, num processo judicial recente, admitiu que a web aberta está em “rápido declínio.”

 

Perguntas:
– Com o crescimento da procura de informação no ChatGPT, o que muda para quem cria conteúdo ou lidera equipas de marketing digital? Há ajustes a fazer já?

– Se estamos a caminhar para um mundo onde o conteúdo é gerado por IA, respondido por IA e consumido num resumo… onde fica a voz humana nisto tudo?

 

Sobre o Podcast Marketing por Idiotas

podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.

O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.

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